PRESIDENTE DE HONRA DO SANTOS FC COMPLETARIA 127 ANOS NESTA QUARTA (5)

Presidente de honra do Santos Futebol Clube, pelo artigo 95, parágrafo terceiro, do Estatuto Social, o Dr. Antônio Guilherme Gonçalves completaria seu 127º aniversário, nesta quarta-feira (5). Médico, professor, poeta, escritor e articulista, o ex-dirigente comandou o Peixe entre os anos de 1925 e 1931.

A filha do Dr. Gonçalves, Maria de Fátima, contou ao Santos News como o presidente de honra lidava com o cotidiano.

“A vida dele era dividida em três partes: a família, medicina e o Santos Futebol Clube. Tive a honra de ser uma das poucas pessoas levadas pelo pai para encontrar aquele time que quase não perdia em campo”, afirmou Fafi, como é conhecida.

Enquanto criança, a torcedora santista, relembrou alguns momentos inesquecíveis, como por exemplo, quando ia aos jogos com seu pai. Ela comentou sobre a demora que era para chegar até a tribuna de honra, na Vila Belmiro.

“Todas as pessoas faziam questão de cumprimenta-lo, e assim foi até meu pai falecer. Foram experiências marcantes”, relatou a alvinegra.

O Dr. Antônio Gonçalves foi o responsável por trazer o ex-goleiro e Presidente Emérito, Athié Jorge Coury, em 1927. O atleta foi responsável pela camisa 1 do Santos até o ano de 1934.

Coury se tornou presidente do Peixe em 1945 e dirigiu o clube por 26 anos seguidos. Foi nesta gestão que o Santos teve suas maiores conquistas. Ele apostou em jovens atletas e conseguiu revelar craques como Pelé, Coutinho, Pepe, Edu, Clodoaldo, Zito, Joel Camargo, entre outros.

Com a amizade entre o pai e Coury, Fafi se tornou afilhada do ex-goleiro. O momento que jamais será esquecido pela torcedora santista é da época que existia o bloco carnavalesco do Santos FC, onde foi surpreendida e desfilou de mãos dadas com o padrinho.

“Minha vestimenta era toda estampada com símbolos do Santos, sapatinho combinando, chapéu enorme, tudo lindo. Víamos o bloco passar, quando meu padrinho cumprimentou a mamãe e me chamou. Fiquei envergonhada, mas fui, dançando na frente do bloco”, recordou emocionada.

Feliz em poder recordar essa data histórica na memória do Peixe, Fafi se sente grata por toda a trajetória do pai.

“Já são 45 anos e não tem um dia que eu não fale ou pense no meu pai. Ele foi muito lembrado pelo Santos, enquanto o Orlando Rollo (ex-presidente) esteve no Conselho Deliberativo e quando assumiu. Sou grata pelo Peixe devolver a memória do Dr. Antõnio”, afirmou Fafi.

Por morar em Caraguatatuba e ser cuidadora, Fafi não está presente na maioria dos jogos, mas acompanha o Santos diariamente pela internet.

A última vez que a torcedora visitou a Vila Belmiro foi em outubro de 2020. Ela foi ao Memorial das Conquistas e pôde rever as fotos do seu pai e padrinho no local e nos quadros da sala da presidência.  

Foto: Santos FC

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